
O melhor de 2012 é, hum, 2012. Se há um grande mérito no filme é esse afinadíssimo senso de oportunidade da indústria, ao produzir um filme que é, hoje, o fim do mundo amanhã.
Quando consegue aproveitar bem a urgência que há intrínseca na sua premissa, 2012 consegue ser divertido. Piadinhas apocalíptcas com Berlusconi, o aviso do fim do mundo pelo celular, a animação no site de Charlie Frost (um bom personagem, que poderia ter mais tempo na tela), Danny Glover como Barack Obama, tudo isso é muito legal. Agora, a encheção de linguiça básica do manual Roland Emmerich para filmes-catástofre é exatamente isso não exatamente agradável.
Quer dizer: ver o Cristo e a Capela Sistina ruindo, ótimo, mas onde está o fato novo quando o clímax é o herói nadando contra o tempo para não se afogar num cubículo?
No início ainda existe um certo senso de ridículo muito positivo na encenação, mas obviamente chega um momento em que é preciso abaraçar a causa. E daí em diante sobra pouco.
Se não há particularidade alguma em cena, 2012 não é em nada diferente de qualquer outra das catástofres de Roland Emmerich.
(G)