A trilha sonora ajuda muito e a boa notícia é que nos melhores momentos dá até pra lembrar de Suspiria, do Dario Argento, que também extraía momentos de tensão desse universo do balé – ainda que com um pouco mais de classe, sempre é bom dizer. Taí a má notícia: nos piores momentos, a lembrança é o próprio Aronofsky.
O primeiro terço do filme mantém um tom realista bem diferente do suspense psicológico com efeitos especiais e alucinações que vem a seguir, o que talvez explique, embora esteja longe de justificar, a gravidade que alguns enxergam no conjunto.
De qualquer forma, as poucas locações e os inúmeros planos fechados ajudam a aprisionar a personagem num universo restrito– e, por conseqüência, a si mesma – o que potencializa o efeito e confere uma certa densidade aos devaneios às vezes aterrorizantes de uma mente perturbada.
Obviamente não é a obra-prima da última semana, mas vejo um grande potencial para daqui há 10 anos ser um clássico das madrugadas da Globo.

entrei aqui pelo sexo lésbico.